ENGESV - ENGENHARIA SUSTENTÁVEL

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ENERGIA LIMPA

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Segurança do Trabalho em perguntas e Respostas

1. Que é Segurança do Trabalho ? Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.
Area de Estudo da Engenharia de Segurança
A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos.


O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Também os empregados da empresa constituem a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
Equipe de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho

Leis de Segurança do Trabalho
A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil, a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras, leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil.
2. Porque minha empresa precisa contituir equipe de Segurança do Trabalho?
Porque é exigido por lei. Por outro lado, a Segurança do Trabalho faz com que a empresa se organize, aumentando a produtividade e a qualidade dos produtos, melhorando as relações humanas no trabalho.
3. Que é acidente de trabalho?
Acidente de trabalho é aquele que acontece no exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
Equiparam-se aos acidentes de trabalho:
  1. o acidente que acontece quando você está prestando serviços por ordem da empresa
    fora do local de trabalho
  2. o acidente que acontece quando você estiver em viagem a serviço da empresa
  3. o acidente que ocorre no trajeto entre a casa e o trabalho ou do trabalho para casa.
  4. doença profissional (as doenças provocadas pelo tipo de trabalho.
  5. doença do trabalho (as doenças causadas pelas condiçoes do trabalho.
O acidente de trabalho deve-se principalmente a duas causas:
I. ato inseguro
é o ato praticado pelo homem, em geral consciente do que está fazendo, que está contra as normas de segurança. São exemplos de atos inseguros: subir em telhado sem cinto de segurança contra quedas, ligar tomadas de aparelhos elétricos com as mãos molhadas e dirigir a altas velocidades.
Ato Inseguro
II. Condição Insegura
é a condição do ambiente de trabalho que oferece perigo e ou risco ao trabalhador. São exemplos de condições inseguras: instalação elétrica com fios desencapados, máquinas em estado precário de manutenção, andaime de obras de construção civil feitos com materiais inadequados.
Ambiente Inseguro
Eliminando-se as condições inseguras e os atos inseguros é possível reduzir os acidentes e as doenças ocupacionais. Esse é o papel da Segurança do Trabalho. 4. Onde atua o profissional de Segurança do Trabalho?
O profissional de Segurança do Trabalho tem uma área de atuação bastante ampla. Ele atua em todas as esferas da sociedade onde houver trabalhadores. Em geral ele atua em fábricas de alimentos, construção civil, hospitais, empresas comerciais e industriais, grandes empresas estatais, mineradoras e de extração. Também pode atuar na área rural em empresas agro-industriais.
5. O que faz o profissional de Segurança do Trabalho?
Símbolo da Engenharia de Segurança
O profissional de Segurança do Trabalho atua conforme sua formação, quer seja ele médico, técnico, enfermeiro ou engenheiro.O campo de atuação é muito vasto. Em geral o engenheiro e o técnico de segurança atuam em empresas organizando programas de prevenção de acidentes, orientando a CIPA, os trabalhadores quanto ao uso de equipamentos de proteção individual, elaborando planos de prevenção de riscos ambientais, fazendo inspeção de segurança, laudos técnicos e ainda organizando e dando palestras e treinamento. Muitas vezes esse profissional também é responsável pela implementação de programas de meio ambiente e ecologia na empresa.
O médico e o enfermeiro do trabalho dedicam-se a parte de saúde ocupacional, prevenindo doenças, fazendo consultas, tratando ferimentos, ministrando vacinas, fazendo exames de admissão e periódicos nos empregados.
6. O que exatamente faz cada um dos profissionais de Segurança do Trabalho?
A seguir a descrição das atividades dos profissinais de Saúde e Segurança do Trabalho, de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações - CBO.


Engenheiro de Segurança do Trabalho - CBO 0-28.40

  • assessora empresas industriais e de outro gênero em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho, examinando locais e condições de trabalho, instalações em geral e material, métodos e processos de fabricação adotados pelo trabalhador, para determinar as necessidades dessas empresas no campo da prevenção de acidentes;
  • inspeciona estabelecimentos fabris, comerciais e de outro gênero, verificando se existem riscos de incêndios, desmoronamentos ou outros perigos, para fornecer indicações quanto às precauções a serem tomadas;
  • promove a aplicação de dispositivos especiais de segurança, como óculos de proteção, cintos de segurança, vestuário especial, máscara e outros, determinando aspectos técnicos funcionais e demais características, para prevenir ou diminuir a possibilidade de acidentes;
  • adapta os recursos técnicos e humanos, estudando a adequação da máquina ao homem e do homem à máquina, para proporcionar maior segurança ao trabalhador;
  • executa campanhas educativas sobre prevenção de acidentes, organizando palestras e divulgações nos meios de comunicação, distribuindo publicações e outro material informativo, para conscientizar os trabalhadores e o público, em geral;
  • estuda as ocupações encontradas num estabelecimento fabril, comercial ou de outro gênero, analisando suas características, para avaliar a insalubridade ou periculosidade de tarefas ou operações ligadas à execução do trabalho;
  • realiza estudos sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais, consultando técnicos de diversos campos, bibliografia especializada, visitando fábricas e outros estabelecimentos, para determinar as causas desses acidentes e elaborar recomendações de segurança.


Técnico de Segurança do Trabalho - CBO 0-39.45

  • inspeciona locais, instalações e equipamentos da empresa, observando as condições de trabalho, para determinar fatores e riscos de acidentes; estabelece normas e dispositivos de segurança, sugerindo eventuais modificações nos equipamentos e instalações e verificando sua observância, para prevenir acidentes;
  • inspeciona os postos de combate a incêndios, examinando as mangueiras, hidrantes, extintores e equipamentos de proteção contra incêndios, para certificar-se de suas perfeitas condições de funcionamento;
  • comunica os resultados de suas inspeções, elaborando relatórios, para propor a reparação ou renovação do equipamento de extinção de incêndios e outras medidas de segurança;
  • investiga acidentes ocorridos, examinando as condições da ocorrência, para identificar suas causas e propor as providências cabíveis;
  • mantém contatos com os serviços médico e social da empresa ou de outra instituição, utilizando os meios de comunicação oficiais, para facilitar o atendimento necessário aos acidentados;
  • registra irregularidades ocorridas, anotando-as em formulários próprios e elaborando estatísticas de acidentes, para obter subsídios destinados à melhoria das medidas de segurança;
  • instrui os funcionários da empresa sobre normas de segurança, combate a incêndios e demais medidas de prevenção de acidentes, ministrando palestras e treinamento, para que possam agir acertadamente em casos de emergência;
  • coordena a publicação de matéria sobre segurança no trabalho, preparando instruções e orientando a confecção de cartazes e avisos, para divulgar e desenvolver hábitos de prevenção de acidentes;
  • participa de reuniões sobre segurança no trabalho, fornecendo dados relativos ao assunto, apresentando sugestões e analisando a viabilidade de medidas de segurança propostas, para aperfeiçoar o sistema existente.


Médico do Trabalho - CBO - 0-61.22

  • executa exames periódicos de todos os empregados ou em especial daqueles expostos a maior risco de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais, fazendo o exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames complementares, para controlar as condições de saúde dos mesmos a assegurar a continuidade operacional e a produtividade;
  • executa exames médicos especiais em trabalhadores do sexo feminino, menores, idosos ou portadores de subnormalidades, fazendo anamnese, exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames complementares, para detectar prováveis danos à saúde em decorrência do trabalho que executam e instruir a administração da empresa para possíveis mudanças de atividades;
  • faz tratamento de urgência em casos de acidentes de trabalho ou alterações agudas da saúde, orientando e/ou executando a terapêutica adequada, para prevenir conseqüências mais graves ao trabalhador;
  • avalia, juntamente com outros profissionais, condições de insegurança, visitando periodicamente os locais de trabalho, para sugerir à direção da empresa medidas destinadas a remover ou atenuar os riscos existentes;
  • participa, juntamente com outros profissionais, da elaboração e execução de programas de proteção à saúde dos trabalhadores, analisando em conjunto os riscos, as condições de trabalho, os fatores de insalubridade, de fadiga e outros, para obter a redução de absenteísmo e a renovação da mão-de-obra;
  • participa do planejamento e execução dos programas de treinamento das equipes de atendimento de emergências, avaliando as necessidades e ministrando aulas, para capacitar o pessoal incumbido de prestar primeiros socorros em casos de acidentes graves e catástrofes;
  • participa de inquéritos sanitários, levantamentos de doenças profissionais, lesões traumáticas e estudos epidemiológicos, elaborando e/ou preenchendo formulários próprios e estudando os dados estatísticos, para estabelecer medidas destinadas a reduzir a morbidade e mortalidade decorrentes de acidentes do trabalho, doenças profissionais e doenças de natureza não-ocupacional;
  • participa de atividades de prevenção de acidentes, comparecendo a reuniões e assessorando em estudos e programas, para reduzir as ocorrências de acidentes do trabalho;
  • participa dos programas de vacinação, orientando a seleção da população trabalhadora e o tipo de vacina a ser aplicada, para prevenir moléstias transmissíveis;
  • participa de estudos das atividades realizadas pela empresa, analisando as exigências psicossomáticas de cada atividade, para elaboração das análises profissiográficas;
  • procede aos exames médicos destinados à seleção ou orientação de candidatos a emprego em ocupações definidas, baseando-se nas exigências psicossomáticas das mesmas, para possibilitar o aproveitamento dos mais aptos;
  • participa da inspeção das instalações destinadas ao bem-estar dos trabalhadores, visitando, juntamente com o nutricionista, em geral (0-68.10), e o enfermeiro de higiene do trabalho (0-71.40) e/ou outros profissionais indicados, o restaurante, a cozinha, a creche e as instalações sanitárias, para observar as condições de higiene e orientar a correção das possíveis falhas existentes. Pode participar do planejamento, instalação e funcionamento dos serviços médicos da empresa. Pode elaborar laudos periciais sobre acidentes do trabalho, doenças profissionais e condições de insalubridade. Pode participar de reuniões de órgãos comunitários governamentais ou privados, interessados na saúde e bem-estar dos trabalhadores. Pode participar de congressos médicos ou de prevenção de acidentes e divulgar pesquisas sobre saúde ocupacional.


Enfermeiro do Trabalho CBO - 0-71.40

  • Estuda as condições de segurança e periculosidade da empresa, efetuando observações nos locais de trabalho e discutindo-as em equipe, para identificar as necessidades no campo da segurança, higiene e melhoria do trabalho;
  • Elabora e executa planos e programas de proteção à saúde dos empregados, participando de grupos que realizam inquéritos sanitários, estudam as causas de absenteísmo, fazem levantamentos de doenças profissionais e lesões traumáticas, procedem a estudos epidemiológicos, coletam dados estatísticos de morbidade e mortalidade de trabalhadores, investigando possíveis relações com as atividades funcionais, para obter a continuidade operacional e aumento da produtividade;
  • Executa e avalia programas de prevenções de acidentes e de doenças profissionais ou não-profissionais, fazendo análise da fadiga, dos fatores de insalubridade, dos riscos e das condições de trabalho do menor e da mulher, para propiciar a preservação de integridade física e mental do trabalhador;
  • Presta primeiros socorros no local de trabalho, em caso de acidente ou doença, fazendo curativos ou imobilizações especiais, administrando medicamentos e tratamentos e providenciando o posterior atendimento médico adequado, para atenuar consequências e proporcionar apoio e conforto ao paciente;
  • Elabora e executa ou supervisiona e avalia as atividades de assistência de enfermagem aos trabalhadores, proporcionando-lhes atendimento ambulatorial, no local de trabalho, controlando sinais vitais, aplicando medicamentos prescritos, curativos, instalações e teses, coletando material para exame laboratorial, vacinações e outros tratamentos, para reduzir o absenteísmo profissional; organiza e administra o setor de enfermagem da empresa, provendo pessoal e material necessários, treinando e supervisionando auxiliares de enfermagem do trabalho, atendentes e outros, para promover o atendimento adequado às necessidades de saúde do trabalhador;
  • Treina trabalhadores, instruindo-os sobre o uso de roupas e material adequado ao tipo de trabalho, para reduzir a incidência de acidentes;
  • Planeja e executa programas de educação sanitária, divulgando conhecimentos e estimulando a aquisição de hábitos sadios, para prevenir doenças profissionais, mantendo cadastros atualizados, a fim de preparar informes para subsídios processuais nos pedidos de indenização e orientar em problemas de prevenção de doenças profissionais.


Auxiliar de Enfermagem do trabalho

  • desempenha tarefas similares às que realiza o auxiliar de enfermagem, em geral (5-72.10), porém atua em dependências de fábricas, indústrias ou outros estabelecimentos que justifiquem sua presença.
Fonte: Código Brasileiro de Ocupação - CBO

Economizar Investindo em Segurança 7. Como minimizar os custos com a Segurança do Trabalho?
A melhor maneira de minimizar os custos da empresa é investir na prevenção de acidentes. Muitos empresários tem a idéia errônea que devem diminuir seus investimentos em equipamentos de proteção individual, contratação de pessoal de segurança do trabalho e medidas de segurança. O custo de um acidente pode trazer inúmeros prejuízos à empresa.
O acidente leva a encargos com advogados, perdas de tempo e materiais e na produção. Sabem-se casos de empresas que tiveram que fechar suas portas devido à indenização por acidentes de trabalho. Com certeza seria muito mais simples investir em prevenção e em regularização da segurança nesta empresa, evitando futuras complicações legais.
8. Na minha empresa nunca teve acidente de trabalho. Acho que investir em Segurança atualmente é perda de tempo.
Isso não é correto. Investir em segurança também vai aumentar o grau de conscientização dos empregados. Fazer treinamento de segurança vai melhorar o relacionamento entre eles. Se nunca aconteceu acidente não quer dizer que nunca vai acontecer. Já diz a Bíblia, "Vigiai e orai, pois não sabeis o dia nem a hora" . Nunca sabermos a hora que um acidente pode acontecer, por isso devemos estar sempre prevenidos.
É tempo de se investir em Segurança
9. Acho que meu dever como administrador de empresas e ou dono da empresa é contratar o serviço de segurança do trabalho da empresa e ponto final.
Errado. Em uma campanha de segurança da empresa toda a diretoria deve estar envolvida. De nada adianta treinar os funcionários, fazer campanhas, se a diretoria, a maior responsável pela empresa, não estiver envolvida e engajada com a Segurança do Trabalho. Se isso acontecer a empresa fica sendo acéfala, isto é, sem cabeça, sem coordenação, perdendo-se tudo o que foi feito, caindo a Segurança do Trabalho no esquecimento em poucos meses.
Segurança é dever de todos 10. O que fazer então se, sendo da diretoria da empresa, não sou profissional da área de segurança?
A primeira coisa a fazer é manter a mente aberta, conversar com os empregados, com o pessoal da área de segurança, participar do processo. Também é de muita valia assistir palestras e seminários, fazer cursos de atualização sobre gerenciamento, qualidade e meio ambiente. Em muitos desses cursos são ministradas tópicos envolvendo Segurança do Trabalho, que vem somar-se ao conhecimento necessário para fazer a empresa mais eficiente, segura, organizada e produtiva.http://www.areaseg.com

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Engenharia Mecatrônica - Controle e Automação

Engenharia de controle e automação, comumente chamada de "mecatrônica", é a área dentro da engenharia voltada ao controle de processos industriais utilizando-se para isso de elementos sensores, elementos atuadores, sistemas de controle, Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados e outros métodos que utilizem os recursos da eletrônica, da mecânica e da informática.

A Engenharia de Controle e Automação une os princípios de mecânica, eletrônica e computação que combinados geram um sistema mais simples, econômico, confiável e versátil. Baseia-se na modelagem geográfica de sistemas de diversas naturezas, analisando o seu comportamento dinâmico, e usando a teoria de controle para calcular os parâmetros de um controlador que faça o sistema evoluir da forma desejada, e adaptativa às mudanças dos principais elementos sob controle.
A Engenharia de Controle e Automação se concentra, acima de tudo, na automação de uma planta, que é fazer um processo manual tornar semi-automático ou totalmente automático. A automação é completa quando toda uma linha de produção funciona do começo ao fim sem a intervenção humana, agindo apenas pelo controle das próprias máquinas e controladores. Para obter a automação de um sistema é necessário conseguir uma visão global do processo produtivo, o que faz o profissional da área usar informações que relacionem áreas de conhecimento distintas, como é o caso da mecânica, da elétrica e da ciência da computação.
Esta relação entre elétrica, mecânica e ciência da computação também é conhecida como Mecatrônica, que para a educação em nível superior, no Brasil, é reconhecida pelo Ministério da Educação como Engenharia de Controle e Automação.
O termo Automação refere-se ao uso de tecnologia para facilitar o trabalho do ser humano ou estender sua capacidade física e mental.
O Controle utiliza teorias para calcular parâmetros de um controlador que faça o sistema evoluir da forma desejada e adaptativa às mudanças dos principais elementos sob controle. O engenheiro tem por objetivo tornar um sistema ou processo não-automático em semi-automático ou totalmente automático. Um sistema é considerado totalmente automático quando toda a linha de produção funciona do começo ao fim sem a intervenção humana, agindo apenas pelo controle das próprias máquinas e controladores. Um robô industrial é um ótimo exemplo de sistema de controle e automação que inclui aspectos de eletrônica, computação e mecânica nos trabalhos do dia-a-dia.

Diagrama de Automação

A figura ao lado é possível observar esta relação, e em especial a intercessão entre a mecânica, a ciência da computação e a elétrica - neste caso dividida em eletrônica e controle.
  que: “A Engenharia de Controle e Automação é uma habilitação específica que tem sua origem nas áreas Elétrica e Mecânica do curso de Engenharia” (Art. 1º). Isso permitiu rápido crescimento do curso de Engenharia de Controle e Automação, que passou de 8 em 1996 para 60 em 2005.

O nome Engenharia de Controle e Automação (que é o aceito atualmente pelo MEC) surgiu pelas ideias propostas abaixo: Controle significa Controle Automático (isto é, que se move ou age por si, sem operador) de Sistemas físicos quaisquer.
Compõe-se de dois grandes campos de conhecimento:
  • Controle dinâmico de sistemas dinâmicos (representados por equações diferenciais ou de diferenças, pelo menos na variável tempo);
  • Controle por eventos discretos de sistemas de eventos discretos (representados por modelos lógicos seqüenciais).
Automação (do inglês automation) significa o emprego do computador para automatizar, com ou sem controle dinâmico. Sua origem é um neologismo, em inglês, que na década de 60 foi adotado intensamente pelo marketing industrial, sendo muito mal recebido pela comunidade acadêmica de língua inglesa.
De acordo com a Larousse Cultural (1998), os nomes Automação e Automática são definidos assim: “Automação- Parte da automática que trata dos automatismos mais complexos. Palavra utilizada pela primeira vez em 1936... na General Motors...” “Automática- Ciência e técnica da automatização, agrupando o conjunto das disciplinas teóricas e tecnológicas que intervêm na concepção, construção... dos sistemas automáticos.”

A Pirâmide da Automação

O trabalho de um Engenheiro de Controle e Automação pode ser representado pela pirâmide abaixo:

Pirâmide da Automação
Nível 1: Aquisição de Dados e Controle Manual. Composto por máquinas, componentes e dispositivos da planta, como sensores, atuadores e dispositivos de campo.
Nível 2: Controle Individual (PLCs, SDCDs, relés). Nível onde se encontram os equipamentos que executam o controle automático das atividades da planta.
Nível 3: Controle de Grupo (célula de trabalho), gerenciamento e Otimização de Processo. Permite a supervisão do processo, normalmente possui banco de dados com informações relativas ao processo.
Nível 4: Controle fabril total, produção e programação. Nível responsável pela programação e pelo planejamento da produção realizando o controle e a logística de suprimentos. Condiz com o gerenciamento da planta.
Nível 5: Planejamento Estratégico e Controle sobre vendas e custos. Administração de recursos da empresa. Neste nível encontram-se os softwares para gestão de venda e gestão financeira, o gerenciamento corporativo.

Sistemas de Controle

Um sistema de controle é basicamente um sistema entrada(s)-saída(s). O sistema a ser controlado é, em geral, chamado de processo ou planta. O processo é um sistema dinâmico, ou seja, seu comportamento é descrito matematicamente por um conjunto de equações diferenciais. Como exemplos de sistemas dinâmicos temos, entre outros: sistemas elétricos, mecânicos, químicos, biológicos e econômicos. A entrada do processo é chamada de variável de controle ou variável manipulada (MV) e a saída do processo é chamada de variável controlada ou variável de processo(PV).
A filosofia básica de um sistema de controle é unir o resultado da leitura dos elementos sensores com a ação dos elementos atuadores. Eles recebem as informações lidas dos sensores para saber o atual estado do processo, executa cálculos e lógicas pré-definidas (também chamadas de lei de controle) e envia o resultado para os atuadores, de modo que a situação atual do processo seja modificada para que se atinja um ponto de operação próximo do desejado.
Para projetar um controlador são utilizadas diversas ferramentas computacionais, técnicas e teorias de controle. As ferramentas computacionais permitem que o processo seja simulado em um computador para que os parâmetros do controlador possam ser projetados sem a necessidade de utilizar o processo real. Uma vez projetado o controlador o mesmo é implementado e validado no processo real.
Os Sistemas de Controle unem o resultado da leitura dos elementos sensores com a ação dos elementos atuadores. Eles recebem as informações lidas dos sensores para saber o atual estado do processo, executa cálculos e lógicas pré-definidas (também chamadas de lei de controle) e envia o resultado para os atuadores, de modo que a situação atual do processo seja modificada para que se atinja um ponto de operação próximo do desejado.
Na era da modernidade, o uso dos sistemas de controle é disseminado: desde uma simples boia que controla o nível de um tanque d'água até os sistemas digitais das aeronaves mais sofisticadas.
Para implementar sistemas de controle, são utilizados dispositivos como microcontroladores, CLP's e microprocessadores, entre outros. Estes dispositivos possuem em comum entradas e saídas (Portas de entrada/saída), que servem para realizar a comunicação com os dispositivos periféricos (sensores e atuadores).
Estas portas de entrada/saída também podem ser destinadas a realizar a comunicação com outros sistemas, a fim de fornecer dados de leitura dos sensores ou até receber instruções externas para os atuadores.

Controladores

PLC
Ao final da década de 1960, o advento dos circuitos integrados permitiu o desenvolvimento de minicomputadores que logo foram utilizados para controle on-line de processos industriais. Em 1969 surgiram os primeiros controladores e, em 1970, eles incorporaram microprocessadores, sendo então denominados Controladores Lógicos Programáveis (CLPs ou PLCs, da sigla em inglês, a qual possui emprego mais amplo, uma vez que a primeira se tornou marca registrada de propriedade exclusiva de um fabricante nacional). Este dispositivo foi concebido para controlar e automatizar equipamentos e processos , devendo reagir e apresentar respostas a estímulos no menor tempo possível (operação em “tempo real”). Na automação, o emprego de CLPs deve-se considerar:
  • Compatibilidade entre instalação elétrica e pontos de Entrada/Saída
  • Existência de chaves de proteção de hardware
  • Tipo e forma de endereçamento
  • Estrutura da palavra
  • Tipo e forma dos sinais aceitáveis
  • Compatibilidade dos equipamentos eletromecânicos
Para ser considerado como CLP, o equipamento precisa reunir três características básicas:
  • Executar uma rotina cíclica de operação durante seu funcionamento
  • Forma básica de programação através de uma linguagem oriunda dos diagramas elétricos de relés
  • Produto projetado para operação em ambiente industrial, e sujeito a condições adversas (umidade, temperatura, gases inflamáveis, oxidações, poeira)
Um CLP é constituído basicamente por:
  • Fonte de alimentação
  • Unidade Central de Processamento (UCP)
  • Memórias dos tipos fixa (Memória de programa) e volátil (Memória de dados)
  • Dispositivos de entrada e saída
  • Terminal de programação
As linguagens de programação utilizadas por um CLP podem ser divididas em dois tipos básicos: as textuais (Lista de Instruções e Texto Estruturado), oriundas da programação baseada em mnemônicos, e as gráficas, representadas pelas linguagens tradicionais baseadas em relés e em blocos funcionais (Linguagem Ladder, Linguagem em Diagrama de Blocos Funcionais e Diagrama de Funções Sequenciais). Em geral, os CLPs permitem dois modos básicos de operação: o Modo de Programação, destinado à elaboração e alteração de programas aplicativos; e o Modo de Execução (run), destinado à execução do programa contido na memória do dispositivo (Ciclo de Execução). O Ciclo de Execução (scan) é realizado ciclicamente, e compreende:
  • Leitura dos valores de entrada e seu respectivo armazenamento na memória (imagem das entradas);
  • Processamento das instruções do programa aplicativo, empregando a imagem das entradas e gerando na memória os valores de saída (imagem das saídas);
  • Atualização das saídas , através do envio da respectiva imagem para os módulos de saída.
Microcontrolador
O microcontrolador é um Circuito integrado incorporado em um chip, composto por processador, entradas, saídas e memória. Através de uma programação feita pelo técnico, os microcontroladores podem controlar suas saídas, tendo como referência as entradas ou um valor pré-determinado no programa. Diferenças entre os microcontroladores:
  • Quantidade de memória interna.
  • Velocidade de processamento.
  • Quantidade de sinal de entrada e saída (I/O).
  • Alimentação.
  • Periféricos.
  • Arquitetura.
  • Set de instruções.
Características:
  • Consumo pequeno.
  • Modo de espera.
  • Tamanho reduzido.
  • Baixo custo.
Por apresentar tamanho reduzido, baixo consumo são muito utilizados em automação e controle. Exemplos: controle de motores automotivos, controles remotos, máquinas de escritório e residenciais, brinquedos, sistemas de supervisão, etc. Enfim eles são uma alternativa eficiente e barata para controlar muitos processos e aplicações.
Single loop e Multi loop
Controlador Single Loop e multi loop São um instrumento microprocessado, configurável e dedicado ao controle. A principal diferencia entre eles e que o single loop controla uma única malha (daí o nome, single loop) O baixo custo permite que o single loop seja dedicado a uma única malha. E o multi loop duas ou mais malhas. Sendo que as principais características são as mesmas para os dois. Eles resolve o algoritmo de controle para produzir uma saída controlada. Características:
  • Tamanho pequeno.
  • Funções de controle, qualquer função configurável.
  • Auto-sintonia: Programação temporal e sequenciamento de operações. Não está presente em todos single-loops.
  • A configuração pode ser feita através de teclados acoplados ao instrumento ou através de programadores separados.
  • O instrumento incorpora todos os avanços da tecnologia eletrônica, microprocessadores, displays novos e programas criativos.
  • Capacidade de auto/manual,
  • Ponto de ajuste múltiplo,
  • Memória.
As aplicações típicas do single-loop são em plantas pequenas e médias. E onde há malhas críticas que, por motivo de segurança, são controladas por controladores single-loop.

Elementos sensores

São os elementos responsáveis pela leitura do estado em que o processo se encontra. Os sensores (ou transdutores) medem grandezas mecânicas como de posição, de velocidade e aceleração; grandezas físicas como de temperatura, de fluxo, de nível e de pressão; grandezas químicas como de concentração, entre outras. Eles enviam para o controlador a atual situação do processo para que este possa tomar as medidas necessárias.
A obtenção de algumas dessas variáveis pode ser impossibilitada por razões operacionais ou econômicas. Para contornar essa limitação as grandezas de interesse podem ser estimadas através da medição de outras. Isso pode ser feito utilizando-se um estimador de estados ou através de inferência.

Elementos atuadores

Atuador é um elemento capaz de modificar grandezas físicas no sistema ao qual pertence (geralmente produzindo movimento) atendendo a comandos que podem ser manuais ou automáticos, nesse processo também acontece a conversão de diferentes tipos de energia, são exemplos de elementos atuadores: cilindros pneumáticos (pneumática) ou cilindros hidráulicos (Hidráulica)e motores (dispositivos rotativos com acionamento de diversas naturezas). Para se classificar os elementos atuadores podem ser usados três critérios diferentes,são eles:
  • Energia de saída: mecânica, térmica, óptica, etc.
  • Princípio de funcionamento: mecânico, pneumático, hidráulico, eletromagnético, etc.
  • Se for um atuador que gera movimento, pelo tipo de movimento: linear ou rotativo.

Técnicas de controle

Controle em Malha Fechada

No controle em malha fechada, informações sobre como a saída de controle está evoluindo são utilizadas para determinar o sinal de controle que deve ser aplicado ao processo em um instante específico. Isto é feito a partir de uma realimentação da saída para a entrada. Em geral, a fim de tornar o sistema mais preciso e de fazer com que ele reaja a perturbações externas, o sinal de saída é comparado com um sinal de referência (chamado no jargão industrial de set-point) e o desvio (erro) entre estes dois sinais é utilizado para determinar o sinal de controle que deve efetivamente ser aplicado ao processo. Assim, o sinal de controle é determinado de forma a corrigir este desvio entre a saída e o sinal de referência. O dispositivo que utiliza o sinal de erro para determinar ou calcular o sinal de controle a ser aplicado à planta é chamado de controlador ou compensador. Em resumo, a utilização da realimentação e, portanto, do controle em malha fechada, permite entre outros:
  • aumentar a precisão do sistema.
  • rejeitar o efeito de perturbações externas.
  • melhorar a dinâmica do sistema e, eventualmente, estabilizar um sistema naturalmente instável em malha aberta.
  • diminuir a sensibilidade do sistema a variações dos parâmetros do processo, ou seja, tornar o sistema robusto

Controle em Malha Aberta

O controle em malha aberta consiste em aplicar um sinal de controle pré-determinado, esperando-se que ao final de um determinado tempo a variável controlada atinja um determinado valor ou apresente um determinado comportamento. Neste tipo de sistema de controle não são utilizadas informações sobre evolução do processo para a determinar o sinal de controle a ser aplicado em um determinado instante. Mais especificamente, o sinal de controle não é calculado a partir de uma medição do sinal de saída. Características básicas de um sistema de controle que opera em malha aberta: imprecisão, nenhuma adaptação a variações externas (perturbações), dependência do julgamento e da estimativa humana. Por outro lado, este tipo de sistemas são em geral simples e baratos, pois não envolvem equipamentos sofisticados para a medição e/ou determinação do sinal de controle. (SILVA, J.M.G., 2010).
As técnicas de controle podem ser classificadas em 2 grandes grupos. O primeiro grupo é o de Controle clássico e utilizada os seguintes controladores:
O segundo grupo é composto pelo Controle moderno, o qual engloba os seguintes ramos:

Atribuições Profissionais

O Engenheiro de Controle e Automação recebe a seguinte designação profissional do CONFEA:
  • Grupo: 1 Engenharia
  • Modalidade: 2 Eletricista
  • Nível: 1 Graduação
  • Código: 121-03-00
  • Título: Engenheiro de Controle e Automação
Destaca-se que a estrutura do Curso foi concebida para que o aluno receba atribuição profissional básica semelhante aos Engenheiros Eletricistas, com ênfase nas seguintes áreas de atuação:
  • Controle e automação de processos;
  • Informática industrial;
  • Engenharia de sistemas e produtos;
Nessas áreas, o Engenheiro de Controle e Automação recebe atribuições para exercer 18 tipos de atividades:
  • Supervisão, coordenação e orientação técnica;
  • Estudo, planejamento, projeto e especificações;
  • Estudo de viabilidade técnico-econômica;
  • Assistência, assessoria e consultoria;
  • Direção de obra e serviço técnico;
  • Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico;
  • Desempenho de cargo e função técnica;
  • Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão;
  • Elaboração de orçamento;
  • Padronização, mensuração e controle de qualidade;
  • Execução de obra e serviço técnico;
  • Fiscalização de obra e serviço técnico;
  • Produção técnica e especializada;
  • Condução de trabalho técnico;
  • Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;
  • Execução de instalação, montagem e reparo;
  • Operação e manutenção de equipamento e instalação;
  • Execução de desenho técnico.

Perfil e Áreas de Atuação

A Engenharia de Controle e Automação é uma atividade-meio, ou seja, a mesma utiliza técnicas que são básicas para toda engenharia, além de ser instrumento para aplicação em quase todas as áreas do conhecimento. Ela está presente na indústria química, petroquímica, alimentícia, têxtil, papeleira e empresas de saneamento, uma vez que nos processos químicos que decorrem ao longo do percurso produtivo numa planta industrial, é necessário controlar o comportamento das variáveis que interferem na qualidade dos produtos de acordo com padrões pré-estabelecidos.
Todos os ramos da manufatura se beneficiam das técnicas de controle. Entre as aplicações neste ramo da indústria está a robótica industrial, usinagem de peças, controle de motores, entre outras.
O projeto de um sistema de controle automático requer o conhecimento amplo e aprofundado de varias outras disciplinas que vão desde a eletrônica até a otimização, passando pela informática, matemática discreta e a teoria de sistemas lineares e não-lineares.
Com base na Resolução 11/CNE/2002, é possível definir para os Engenheiros de Controle e Automação o conjunto de habilidades e competências necessárias ao exercício da profissão que deverá condicionar a formação, de modo a permitir aos egressos: equacionar problemas da área utilizando conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais, com propostas de soluções adequadas e eficientes; criar e usar modelos de dispositivos e sistemas de qualquer natureza; coordenar, planejar, operar e manter sistemas na área de Engenharia de Controle e Automação a questões gerais encontradas em outras áreas; comunicar eficientemente nas formas oral, escrita e gráfica; ser consciente do impacto das atividades da Engenharia de Controle e Automação no contexto social e ambiental; atuar em equipes multidisciplinares; ter postura ética, responsável e de permanente busca de atualização profissional.
Assim, com base numa formação suficientemente abrangente para exercer uma ação integradora, o Engenheiro de Controle e Automação poderá, no que concerne às atividades de engenharia: trabalhar em setores industriais, comerciais, residenciais e de serviços, sendo responsável pela modernização, automação e otimização destes processos; atuar em empresas de engenharia, projetando e integrando sistemas de automação industrial, hospitalar e predial; participar de treinamento de recursos humanos em empresas em geral e instituições de ensino; executar projetos de engenharia básica visando planejar a expansão e automação de longo prazo; desenvolver produtos de instrumentação, controle, operação e supervisão de processos industriais, comerciais e residenciais. Além disso, dependendo das opções que fizer durante e após o curso, o profissional formado poderá também se dedicar ao desenvolvimento e gerência do próprio negócio, tornando-se um empresário.
O profissional formado deve ter sólida base teórica em física, química, matemática e informática, conhecimentos gerais em eletricidade e mecânica (instrumentação eletrônica e mecânica e acionamentos elétricos, mecânicos e hidráulicos) que lhe permitam compreender os efeitos das interfaces entre o mundo real e o sistema de automação.
De forma geral, tem-se:
  • Nível de componente: circuito integrado, sensor, atuador, mecanismo, mancal.
  • Nível de máquina: robôs, máquinas de usinagem, medição, inspeção, movimentação, embalagem.
  • Nível de sistema produtivo: projeto e análise auxiliados por computador, manufatura integrada por computador, sistema flexível de manufatura.
Quanto mais próximo do nível de componente, mais próximo de fenômenos físicos estará o Engenheiro de Controle e Automação. Quanto mais próximo do nível de sistema produtivo, mais interessado em informação e abstrações estará esse Engenheiro. A formação em Engenharia de Controle e Automação deve, portanto habilitá-lo a transitar por esses diferentes níveis, tendo a capacidade de integrar e combinar conhecimentos.
Algumas áreas em que o profissional pode atuar:
Automação comercial e robótica: Projetar sistemas automatizados de controle de equipamentos em edifícios comerciais e em residências, como elevadores, iluminação, aparelhos de ar condicionado e eletrodomésticos.
Automação industrial: Desenvolver e implantar projetos de automação em indústrias. Manipular robôs industriais.
Bioprocessos: Projetar, construir e operar equipamentos empregados nas indústrias de biotecnologia.
Informática: Projetar sistemas de informação e bancos de dados. Programar equipamentos automatizados.


Referências : Wikipedia



terça-feira, 16 de novembro de 2010

Como transformar empreendimentos existentes em empreendimentos sustentáveis

A cada dia que passa ouvimos falar mais sobre sustentabilidade, preservação do mei ambiente e aquecimento global. Estes conceitos, que até pouco tempo se restringiam aos grupos acadêmicos e ambientalistas, passaram a fazer parte de nossa realidade, devido ao aumento do acesso à informação e também aos primeiros indícios reais de esgotamento da capacidade do planeta em prover recursos naturais para a nossa sobrevivência.

A Construção Civil é responsável pelo consumo de boa parte dos recursos naturais do planeta, tanto na fase de obras quanto na fase de uso e operação dos edifícios. Apesar de ser uma fase de enorme impacto ambiental, a construção de edifícios dura no máximo dois anos, enquanto que o seu uso pode facilmente passar dos 50 ou 100 anos. Durante todo tempo de vida útil do edifício, ele irá consumir recursos naturais e despejar resíduos no planeta, consumindo muito mais energia, água e gerando muito mais resíduos do que na fase de obras.

Apesar do "boom" imobiliário dos últimos cinco anos, a idade média das construções na cidade de São Paulo ainda é de aproximadamente 25 anos. Isso significa que temos edifícios novos e eficientes, mas também edifícios muito antigos e ineficientes, que foram projetados e construídos numa época em que os conceitos de sustentabilidade e preservação ambiental nem sequer existiam! Portanto, apesar das iniciativas atuais de se construir de maneira sustentável, temos um grande desafio que é tornar os edifícios já existentes sustentáveis, pois eles acabam sendo os grandes responsáveis pelo esgotamento da água e energia do planeta.

O processo de reabilitação de edifícios para torná-los sustentáveis é bem mais complexo do que uma construção nova já sustentável. Em alguns casos mais críticos, a ocupação do edifício durante o processo de reabilitação pode tornar-se inviável, porém em outros a reabilitação ocorre com o edifício em funcionamento. Além da questão da ocupação dos edifícios, normalmente o processo de reabilitação sustentável encontra dificuldades devido ao canteiro de obras restrito, alta quantidade de resíduos de demolição, falta de cadastramento da situação real do edifício e incômodos gerados aos usuários e vizinhos.

O primeiro passo para tornar um edifício existente sustentável é uma análise minuciosa da situação atual em relação aos requisitos de Alta Qualidade Ambiental (AQUA), que são baseados na qualidade intrínseca do edifício (QI) e na qualidade ambiental das práticas (QAP). A qualidade intrínseca do edifício demonstra como a construção em si atende aos critérios de sustentabilidade, como elementos de sombreamento de fachada (brises), sistemas de ventilação natural, facilidade de acessos para manutenção, iluminação natural, entre outros.

A qualidade intrínseca do edifício não está diretamente relacionada ao emprego de soluções de alta tecnologia, e sim a um bom projeto arquitetônico e a uma execução consciente, que levam a um alto desempenho ambiental e a uma economia significativa de energia e água durante a operação. Já a qualidade ambiental das práticas (QAP) decorre da maneira pela qual os usuários se relacionam com o edifício, e é tão importante quanto a QI, uma vez que o usuário é o grande responsável pelos impactos ambientais decorrentes de sua operação. Para se ter uma ideia, uma simples torneira aberta por 6 minutos gasta toda a água necessária para uma pessoa sobreviver um dia inteiro, considerando o consumo per capita recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Desta forma, não adianta nada o edifício ser totalmente sustentável se as práticas de operação não forem sustentáveis.

Uma vez concluída a análise inicial, chamada diagnóstico, é preciso traçar uma estratégia ambiental do edifício, hierarquizando quais iniciativas deverão ser postas em prática primeiro, sempre levando em consideração a relação custo x benefício x preservação do meio ambiente. A estratégia ambiental global do edifício tem como finalidade evitar que se tomem medidas isoladas, aparentemente sustentáveis, porém quando dentro de um contexto global sem resultados expressivos. Um exemplo interessante é a instalação de sensores de presença em todos os ambientes do edifício, inclusive os com lâmpadas fluorescentes: estudos comprovam que para ciclos menores do que 15 minutos é mais viável deixar o acionamento da lâmpada por interruptor do que instalar um sensor de presença.

Neste caso, a análise leva em conta, não só o consumo de energia, mas também o impacto ambiental decorrente do descarte das lâmpadas fluorescentes, que têm a sua durabilidade reduzida proporcionalmente ao número de ciclos. Resumindo, do ponto de vista global, a aparente redução no consumo de energia elétrica em uma lâmpada fluorescente com sensor de presença pode gerar um impacto ambiental maior, devido à redução da sua vida útil.

Por fim, não existe uma receita pronta para tornar os edifícios existentes em edifícios sustentáveis, pois a complexidade de uma construção é muito grande. A receita ideal é utilizar uma metodologia reconhecida para tornar o edifício sustentável, implementada por uma equipe que conheça a fundo os requisitos de Alta Qualidade Ambiental (AQUA), de modo que a reabilitação sustentável possa efetivamente atingir os resultados desejados, contribuindo efetivamente para a redução da escassez de recursos naturais e biodiversidade.

Por Luiz Henrique Ferreira, www.administradores.com.br


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mercado promissor de energias renováveis e política nacional de incentivo ao uso de fontes renováveis de energia

“Como inserir o Brasil no promissor mercado (nacional e internacional) de energias renováveis. A expansão desse mercado no Brasil, no entanto, só é possível a partir do desenvolvimento de uma política efetiva de incentivo ao uso (comercial, residencial e industrial) de fontes alternativas de energia”, escreve Celso Oliveira, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável.
Nosso país possui um enorme potencial a ser explorado em energias renováveis, com o qual poderá gerar energia limpa para as atuais e futuras gerações, garantir novos empregos e dividendos financeiros e tributários e ajudar no combate mundial às mudanças climáticas, com a redução da emissão de gases de efeito estufa. A diversificação da matriz energética, além de abrir novas oportunidades para a indústria, é uma necessidade do País. Avaliem os comentários:

“O investimento nos setores de energia sustentável precisam continuar a crescer se os objetivos são a redução da emissão de gases estufa, aumento do uso de energia renovável e eficiência energética,” diz o relatório, preparado com o modelo de Finanças de Novas Energias aplicado no Reino Unido tomando como base a Iniciativa financeira para energia sustentável de Paris. “Os investimentos devem atingir, entre agora e 2030, $450 bilhões a partir de 2012, aumentando para mais de $600 bilhões por ano a partir de 2020. A performance geral do setor durante 2007 e em 2008 mostra um bom caminho para se atingir estes níveis.”

Mohamed El-Ashry, Chefe da Renewable Energy Global Policy Network REN21 disse: "Uma razão para o gradual crescimento dos renováveis é simplesmente econômica: enquanto os custos do combustível fóssil está crescendo, os custos da tecnologia para energia renovável está caindo. E com os renováveis não há custos de combustíveis nem emissão de carbono."

De acordo com o IEA, um montante de US$20 trilhões é esperado como investimento para suprir a demanda energética mundial até 2030. Se tais investimentos não forem feitos de uma forma consciente no que diz respeito ao clima, as emissões de gases estufa devem aumentar em 50% até 2050, enquanto a ciência nos diz que essas emissões devem ser reduzidas em 50% até 2050.

Os ativos financeiros na India cresceram significativamente, para $2.5 bilhões, em maior parte devido a 1.7GW em novos projetos de energia eólica. Tais instalações colocaram a Índia em quarta posição mundial, tanto em termos de nova capacidade adicionada quanto em capacidade total instalada. O investimento em capacidade renovável não-hidráulica na China aumentou mais de quatro vezes, para $10.8 bilhões, e a nova capacidade eólica dobrou para 6 gigawatts.

O Brasil precisa desenvolver urgente uma política de valorização e de uso das fontes de energias renováveis para atingir os objetivos econômicos, sociais e ambientais e de fazer face a desafios consideráveis em matéria de energia. Valorização com a desoneração tributárias para as empresas que atuam no setor de biomassa e para as empresas nacionais que produzem equipamentos e tecnologia industrial. .  É necessário que as fontes renováveis sejam incluídas nas atividades de interesse da política científica, tecnológica e industrial do país.

Para tanto, deve-se estabelecer uma estrutura regulatória sólida, vinculada à criação de uma política consistente de incentivo que permita o seu crescimento constante nas próximas décadas, contemplando o uso industrial de biomassa para fins de energia (woodchips, biomassa, pellets, agropellets e briquete), parques eólicos, energia solar, centrais termelétricas a biomassa e gases provenientes do tratamento de esgotos e resíduos urbanos sólidos. A consolidação de um mercado de renovável consistente só será possível com o estabelecimento de uma política nacional para energias renováveis que esperamos que venha em acontecer nos próximos anos.

A utilização de biomassa para aproveitamento energético é de notável importância, é considerada uma fonte alternativa de energia e também uma solução de um grande problema ambiental e econômico que é a disposição final de resíduos gerados nas mais diversas atividades do setor agrícola brasileiro.  Aumentar a diversificação da matriz energética de um país e reduzir sua dependência de combustíveis fósseis é uma medida estratégica importante para a garantia de suprimento de energia. 

Outra vantagem é a diversificação da matriz energética incluindo fontes alternativas de energia, e também consideradas sustentáveis. Essa fonte de energia pode ser considerada um dos potenciais de MDL  como fontes alternativas de energia: co-geração, gás natural e biomassa. A biomassa pode ser encontrada de várias formas como potencial energético como: os resíduos culturais agrícolas e florestais,  resíduos industriais  e plantios energéticos e florestas nativas.

O Estudo da KPMG Anual Global de Fusões e Aquisições de Energia Renovável em todo o mundo constatou que 37% dos grandes investidores planejam investir em projetos de biomassa, 36% tem planos de investir em energia solar e 35% em energia eólica.Os entrevistados indicam que preferem as empresas e usinas de biomassa devido ao seu potencial para render retornos muito superiores a outras tecnologias renováveis.

Com o mercado global de produtos de baixo carbono previsto para crescer 4% ao ano até 2015, temos oportunidade tremenda para assegurar que nosso futuro econômico seja baseado em bens e serviços verdes, de baixo carbono, que estimulem o crescimento, gerem empregos, combatam as mudanças climáticas e fomentem a segurança energética.

O mercado de produtos e serviços verdes do Reino Unido, que vale quase R$ 1 trilhão, já emprega cerca de 900 mil pessoas, diretamente ou na cadeia de oferta mais ampla. O Reino Unido vê a transição para uma economia verde, de baixo carbono, como importante oportunidade comercial e de emprego. A visão do Reino Unido é a de uma economia verde, de baixo carbono, com empregos gerados pelas novas tecnologias e mercados do futuro.

Com o conjunto certo de políticas, e com a adesão forte do setor privado, o Brasil tem a possibilidade de se tornar uma potência ambiental no século 21.

FONTE: Newsletter ABIB Energia Renovável

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A VERDADE SOBRE OS PRODUTOS BIODEGRADÁVEIS


A biodegradabilidade de compostos orgânicos é um assunto técnico que leva a muitas conclusões equivocadas.

Atualmente várias empresas fazem propaganda ressaltando que seus produtos são biodegradáveis. Isso virou praxe no ramo de produtos de limpeza, por exemplo.

O público leigo (inclusive muitos técnicos da área ambiental, na verdade) acaba acreditando que um produto dito biodegradável é ambientalmente correto. Há desconhecimento dos conceitos envolvidos.

Praticamente toda e qualquer substância orgânica é biodegradável. Nos sistemas de tratamento de efluentes, por exemplo, são aclimatados microrganismos para degradar mesmo os compostos orgânicos mais refratários. Lembro-me do Professor do Mestrado da UNICAMP falando de um projeto de tratamento biológico que desenvolveu para tratar efluentes de uma indústria de antibióticos. Microrganismos adequadamente aclimatados conseguem degradar até antibióticos.

Portanto, há um erro conceitual. Se o produto for inorgânico ou possuir parcela inorgânica, obviamente não será biodegradável. Porém, se o produto for orgânico, o que importa mesmo é a velocidade da biodegradação. Nesse caso, não significa nada dizer que o produto é biodegradável.

Se a substância for lentamente biodegradável (muitas vezes devido a sua toxicidade), a natureza, certamente, levará tempo para decompô-la. Então, haverá acúmulo desse tipo de substância no meio ambiente, pois a taxa de lançamento será mais elevada do que a taxa de degradação. Tal condição é ecologicamente insustentável.

Vamos usar o exemplo dos detergentes. Todos os fabricantes alegam que seus produtos são biodegradáveis; e efetivamente são. A questão importante é que quase todos os detergentes são lentamente biodegradáveis. Precisam de dias para se decompor. Entretanto, os sistemas biológicos de tratamento de esgotos operam com tempos de detenção na faixa de algumas horas, e não dias. Consequentemente, os detergentes passam direto pela grande maioria dos sistemas de tratamento e acabam prejudicando o ambiente mesmo sendo biodegradáveis.

Há vários ensaios de laboratório específicos para determinar a biodegradabilidade de substâncias orgânicas. O Método Respirométrico de Bartha avalia a degradabilidade de substâncias no solo. Há métodos analíticos específicos para avaliar a biodegradabilidade de tensoativos. Mesmo uma simples análise de DBO e de DQO pode indicar a velocidade da biodegradação da substância.

É preciso ficar claro. Uma empresa que busca um alto desempenho ambiental deve exigir ensaios de biodegradabilidade dos seus fornecedores de matérias-primas e insumos. Somente assim terá condições de decidir pela compra ambientalmente mais correta. Saber apenas se o produto é biodegradável não é suficiente.

O consumidor também deve exigir das empresas os ensaios que comprovam a velocidade da degradação de seus produtos alegadamente biodegradáveis.

Fonte: Luiz Carlos Porto, Eng., MSc.
Silva Porto Consultoria Ambiental

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Gerentes de Projetos


Próximo à virada deste século, eis que se destaca uma nova tendência na Administração Moderna, o Gerenciamento de Projetos. Devido ao fato da maioria das Empresas hoje se encontrarem em um momento de mudanças, seja na Reestruturação Organizacional, no lançamento de Novos Produtos, na implementação de um Software E.R.P., ou mesmo no Planejamento da Manutenção Preventiva, cada um destes eventos fora da rotina deveria ser visto como um Novo Projeto, que possui vários passos à serem programados, recursos à serem administrados, prazos que precisam ser cumpridos, e um caminho crítico (restrição) a ser conhecido. Não que o Gerenciamento de Projetos seja um assunto novo - não é - mas o fato é que este tema vem despertando o interesse de mais e mais profissionais e empresas em todo o mundo.

Por exemplo, na tendência de aumentarmos a utilização dos nossos recursos industriais, a Manutenção Preventiva, ou Planejada segue como a ferramenta mais adequada e eficáz nesta área. Como implementá-la sem enxergá-la como um Projeto ?  Como executá-la nos dias de hoje, utilizando-se do mínimo de recursos possíveis ? Como vender a idéia para a Direção da Empresa, sem mostrá-la como uma série de atividades sistêmicas e sincronizadas, que em sendo aplicadas e bem gerenciadas reduzirão os seus custos industriais ao invés de aumentá-lo com uma estrutura pesada e arcaica, como no passado?
 
Esta forma de se conduzir projetos não é uma onda passageira e provavelmente vai afetar a sua carreira, de alguma forma. Cada vez mais os profissionais serão expostos a condução de projetos, sem se esquecer da administração da rotina do dia a dia, caracterizando o cenário que temos encontrado em quase todas as Empresas no mundo.

Gradativamente, uma massa crítica de profissionais esta se qualificando com o perfil esperado pelas empresas para enfrentar estes novos tempos, repletos de ameaças e oportunidades. São os pioneiros empreendedores que implementam vantagens competitivas nas empresas, pessoas que “fazem acontecer”. São eles os modernos Gerentes de Projetos.

Você deve concordar comigo que diversas empresas, aqui no Brasil, fizeram muito bem seus “deveres de casa” - formalizando suas rotinas e demostrando disciplina - conforme propõe a série de normas ISO-9000. Agora, os próximos passos consistirão em sistematizar a implementação das inovações - dados os crescentes investimentos no Brasil - algo, digamos, “fora da rotina”. Alias, esta é uma das definições do conceito de Projeto, um conjunto de atividades que não fazem parte da “rotina”, gerando uma nova ordem nas coisas. Enfim, a questão toda se resume na conclusão de que realmente precisamos planejar e controlar melhor nossos projetos, como um empreendimento, que deve alcançar seus objetivos e gerar resultados efetivos.

As razões por trás do crescente interesse pelo tema, acreditamos, tem origem na exigência do mercado por empresas cada vez mais competitivas, rápidas e produtivas. Outro fator preponderante é a expressiva disseminação da tecnologia de informação e dos softwares específicos para gestão de projetos, que colaboram com a divulgação das soluções existentes.

A partir da percepção desta necessidade, a IMAM promoveu em maio passado o seminário de Gerenciamento de Projetos “Empreendendo o Futuro”, onde comprovamos o grande interesse das empresas pelos conceitos, experiências práticas, técnicas e ferramentas relacionados aos Processos (inicialização, planejamento, execução, controle e encerramento) e Áreas de competência (qualidade, escopo, custo, tempo, RH, aquisição, comunicação, riscos e integração).

Concluindo, existe muito trabalho a ser realizado para estruturar e sistematizar uma cultura de projetos nas empresas, e é por esta razão que uma abordagem sistematizada é fundamental. Norteando estes esforços, existem o PMBOK e a ISO-10.006, ambos diretrizes internacionais para o gerenciamento de projetos, inclusive atrelado a um processo de certificação destes profissionais.

Maiores informações: www.danielgasnier.com
Email: engenharia@engesv.com.br
Site: www.engesv.com.br

Fonte:
Título:
Tendência Emergente
Assunto:
Gerenciamento de Projetos
Autor:
Daniel Gasnier
Mídia:
Jornal do IMAM - Edição nº 7/98