ENGESV - ENGENHARIA SUSTENTÁVEL

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ENERGIA LIMPA

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

METODOLOGIA GP em empresa de Projetos

METODOLOGIA GP em empresa de Projetos



0.              Contato preliminar

1.1.     Contato telefônico ou face-a-face.
1.2.     Preenchimento da Ficha de oportunidade.
1.3.     Identificação do Responsável pela venda ou atendimento.
1.4.         Agendamento da Visita preliminar.

1.              Prospect qualificado

2.1.     Preparação da visita preliminar (ficha do projeto, check-list, mapa, cartões...).
2.2.     Visita preliminar (apresentação da empresa, prospectos, cases...).
2.3.     Levantamento de dados fornecidos pelo cliente (anotações, plantas, relatórios, tabelas, prospectos...).
2.4.     Definição do Projeto (denominação, estratégia, escopo, premissas...).
2.5.     Identificação de um modelo da proposta (se houver).
2.6.     Dimensionamento dos recursos (equipe).
2.7.     Análise de riscos e das respostas.
2.8.         Avaliação de viabilidade técnica (aceitar ou declinar da oportunidade).

2.              Proposta definida

3.1.     Identificação do projeto (identificação no cadastro de oportunidades).
3.2.     Elaboração da proposta técnica.
3.3.     Precificação (planilha de custo).
3.4.     Elaboração da proposta comercial.
3.5.     Aprovação da proposta pela gerência/diretoria.
3.6.         Negociação com cliente.

3.              Proposta encaminhada

4.1.     Acompanhamento (follow-up) da proposta.
4.2.     Ajuste de escopo (se requerido).
4.2.     Gerenciamento das oportunidades (relatórios...).
4.3.     Controle de recursos e esforços.
4.4.     Suporte na negociação.
3.5.         Acompanhamento do atendimento.

4.              Proposta aceita
5.              Proposta recusada

5.1.         Identificação do motivo (se proposta recusada).
5.2.         Avaliação do processo.
5.3.     Recebimento do aceite (se proposta aprovada).
5.4.     Elaboração do contrato.
5.5.     Assinatura do contrato.
5.6.     Detalhamento do fluxo de caixa do projeto.
5.7.     Reunião para passagem do bastão (se necessário).
5.8.     Lições aprendidas no processo de venda.

6.              Passagem do bastão

6.1.     Elaboração da agenda do projeto (marcos-chave).
6.2.     Programação do calendário de cobranças.
6.3.     Reunião de direcionamento da equipe.
6.4.     Reunião de abertura (kick-off) com a equipe do cliente.
6.5.         Elaboração do OBS do projeto (quem é quem)

7.              Projeto iniciado

7.1.     Estruturação do plano do projeto (pasta)
7.2.     Elaboração do cronograma detalhado (junto ao cliente)
7.3.     Elaboração da matriz de responsabilidades
7.4.     Elaboração do plano de comunicações
7.5.     Elaboração do plano de qualidade
7.6.         Análise de riscos e das respostas.

8.              Projeto em execução

8.1.     Levantamento de informações.
8.2.     Análises e estudos.
8.3.     Concepção da solução.
8.4.     Validação da concepção.
8.5.     Detalhamento da concepção.
8.6.     Planejamento da implementação.
8.7.     Registros de andamento.
9.1.     Manutenção da baseline.
9.2.     EVA (se requerido).
9.3.     Relatórios de progresso.
9.4.     Reuniões de acompanhamento.
8.5.         Reuniões de revisão (se requerido).

9.              Projeto concluído

10.1.   Reunião de lições aprendidas com cliente.
10.2.   Evento de encerramento.
10.3.   Encaminhamento do formulário de avaliação.
10.4.   Reunião de lições aprendidas na empresa.
10.5.   Fechamento administrativo do projeto.
10.6.   Apresentação no treinamento cruzado.
10.7.     Elaboração de estudo de caso (se requerido).

10.          Projeto encerrado


e-mail para daniel.gasnier@imam.com.br

Se preferir, utilize o fax +11 5575.3444 a/c de Daniel Gasnier


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Projeto Usina de Biodiesel 30.000 litros


O projeto está disponível em layout, horizontal completo.
A proposta contempla a transesterificação e extração do óleo vegetal em Biodiesel através da rota etílica e contendo os seguintes componentes:
 
Capacidade de produção de 30.000 litros em 24 horas;
Tanques de processamento;
Reatores em aço inox;
Condensadores;
Tanques decantadores;
Bombas especiais conforme normas;
Sistema de aquecimento.
Torre de resfriamento de água;
Sistema de operação elétrica;
Montagem mecânica, elétrica,
Construção civil para laboratório,escritório e barracão.
Laboratório químico para analises de produção de biodiesel;
Formato de estrutura e de base;
Treinamento do técnico químico e operacional;
Extração de óleo 10 TON/ Horas para soja;

Usina de biodiesel
 
                       
Usina de Biodiesel modelo 30.000, com capacidade de 30.000 litros por 24 horas,
Fornecida pronta para operar.
Projeto, fabricação e testes
Fabricado conforme a norma nacional ABNT.

A seguir, apresentamos descrição dos equipamentos:

Tanques de estocagem de matéria prima:

Tanques em aço carbono para óleo vegetal com capacidade de cinco dias de estocagem.

Tanques em aço carbono para álcool anídro com capacidade de cinco dias de estocagem.

Tanques de processamento:

02 tanques em aço carbono para medição de óleo,aquecido.

01 tanques em aço inox para mistura de álcool com agitador mecânico.

02 reatores em aço inox com aquecimento.

02 destiladores em aço inox com aquecimento.

02 decantadores em aço carbono para primeira reação.

02 decantadores em aço carbono para segunda reação.

02 lavadores em aço carbono.

02 secadores em aço carbono com aquecimento.

02 tanques em aço inox para captação de  álcool  hidratado.

02 tanques pulmões em aço carbono para glicerina.

02 tanques pulmões em aço carbono para ester.

02 tanques pulmões em aço carbono para água de lavagem

01 tanque em aço inox para água de lavagem.

02 condensadores em aço carbono.

Tanques de estocagem de produto acabado:

Tanques em aço carbono para biodiesel com capacidade de cinco dias de estocagem.

Tanque pulmão em aço carbono para álcool hidratado com capacidade de cinco dias de estocagem.

Tanques em aço carbono para glicerina com capacidade de cinco dias de estocagem.

Tanques em aço carbono para água com capacidade de cinco dias de estocagem.

Equipamentos auxiliares:


04 filtro prensa com 20 estágios para o biodiesel.

01 torre de resfriamento de água para os trocadores de calor e condensadores.

01 aquecedor com sistema de óleo térmico e aquecimento elétrico.

Torre de destilação para recuperação do álcool anidro.

Tubulação:


01 Tubulação em aço carbono e inox de diversas bitolas, materiais de fixação e uniões, para interligação dos tanques de processo, matéria prima e produto acabado.



Equipamento extração


5 Conjunto de extrusora e prensa mecânica 2 TON / Hora com moega homogenizadora, rosca de alimentação, motoredutor, com painel elétrico e motor.



Periféricos:


1 laboratório químico para testes básicos de amostras de matéria prima, produto em processo, produto final, contendo estufa, banho maria, vidraria, agitador, balança de precisão, aquecedor, suportes.



Elétrica:


Execução de C.C.M., para proteção e comando dos motores elétricos trifásicos em 380 V, dentro das normas e especificações da ABNT, com materiais internos de aço tratado, pintura eletrostática a pó e grau de proteção IP54, barramento em cobre.

Quadro de controle de motores e comando elétrico com botoeira liga-desliga, controle, emergência, com iluminação e identificação, com materiais internos de aço tratado, pintura eletrostática a pó e grau de proteção IP54.

Controle de temperatura.


Montagem


Mão de obra para montagem mecânica dos tanques de matéria prima,

tanques de processo, tanques de produto acabado e tubulação.

Mão de obra para montagem elétrica interligando painéis, bombas dos tanques de armazenagem de matéria prima, processo, produto acabado,

equipamentos auxiliares e instrumentação.


Itens inclusos em nosso orçamento:


Treinamento técnico químico e operacional.

Diques de contenção.

Certificados junto a ANP ou qualquer outro órgão regulador, fica fora do prazo de entrega da usina qualquer documento que tenha prazo estipulado em lei e dependa dos órgãos municipais, estaduais e federais, ficando também o fabricante livre de qualquer entrave no nome da empresa ou de um dos sócios.

Transporte e entrega dos equipamentos da nossa fábrica até o local de instalação.

Estruturas físicas, montagens, equipamentos auxiliares, transportes impostos.

Rede elétrica e de água até o local dos equipamentos.

Licenciamentos.

Mão de obra para montagem do laboratório.

Projeto executivo para instalação e fabricação da usina.

Transporte, alimentação, alojamento e todas as despesas de viagem com nossos técnicos ou indicados por nós para montagem, início de operação e assistência técnica após operação..

Extração 10 TON/ Horas

Itens exclusos de nosso fornecimento:

Terreno.

Padrão elétrico conforme normas locais

Prazo de entrega: A 180 dias

Maiores detalhes entrar em contato !

Sérgio ValadãoDiretor
Cel: (34) 9128-0211
 
Engº Mecatrônico,
Engº de Segurança no Trabalho,
Engº Bioenergético,
MBA em Gerenciamento de Projetos,
Técnico em Mecânica,
CREA MG 94291/D

Email: engenharia@engesv.com.br
Blog:  http://sergiovaladao.blogspot.com
Msn:  sergiovaladao@hotmail.com

ENGESV - ENGENHARIA SUSTENTÁVELhttp://www.engesv.com.br
 
 


Parceria : www.abdiesel.com.br
 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Captação de pó

O poder destrutivo da poeira e gases vai desde a ação no corpo humano, até em concentrações mais elevadas, a explosões, causando danos materiais de grande monta.

Além do pó, a água e a umidade do ar atuam nos grãos e resíduos orgânicos, fermentando-os, gerando gás metano (CH4) e gás carbônico (CO2).

O gás metano é um combustível com alto poder calorífico, principalmente quando puros poder calorífico este, na faixa 10.000 a 12.000 Kcal/m3, semelhante ao GLP. 

Grãos com 24% de umidade, num período de 24/horas são capazes de encher o fundo de uma moega com gás carbônico. Concentrações elevadas de gás, ou poeira em suspensão quando provocadas por uma fagulha qualquer, podem produzir explosões de níveis inacreditáveis.

Para prevenir acidentes como estes, nesta área de armazenagem, bem como melhorar as condições de trabalho, é indispensável à ação de limpeza constante além da instalação de sistemas de exaustão captação de pó em ambientes operacionais para armazenagem/movimentação de grãos.

Assim sendo e em total observância às características estruturais do graneleiro no qual estão instalados, estes sistemas de captação de pó tem a abrangência necessária a cada fonte geradora de poeira/gases, tais como moegas, correias transportadoras/redlers, elevadores, máquinas de pré-limpeza e limpeza, bem como túneis de descarga do graneleiro/galerias.

Fica claro, portanto que em razão dos requisitos de exaustão dos volumes de ar/poeira/gases a ser exauridos a partir de seus pontos de origem, asseguram, a partir do dimensionamento, o número de renovações de ar requeridas para cada ponto de exaustão, conforme estabelecem as normas da ABNT e as internacionais pertinentes ao tema.

Para o projeto de Captação de Pó é necessário fazer os seguintes calculos:

• As velocidades de face mínima m/s.
• As variações das velocidade nas canalizações m/s.
• Se as as canalizações serão executadas em chapas galvanizadas e flangeadas nas
uniões ?
• Quais as vazões de ar :
• Na carga e descarga das correias transportadoras (TC) em m3/h.
• Nos transportadores de corrente (RD) em m3/h.
• Nos pés e cabeças dos elevadores em m3/h.
• A vazão de ar de saída dos ciclones das máquinas de pré-limpeza e
limpeza em m3/h.
• A vazão de ar de saída do ciclone que vem do retentor de película do
Secador em m3/h, se houver, etc

Obs: Se há necessidade do sistema possuir centrais de coleta e expedição de pó e impurezas ?
  • NOTA:  Filtros de mangas, ciclones, coifas, junções, curvas, valvulas rotativas, tulhas, roscas transportadoras, exaustores, diametros das tubulaçoes, dutos, compressores, etc, são projetados especificamente após uma minunciosa analise e calculados por um engenheiro especialista e que tenha acervo técnico no CREA.
Engº Sérgio Valadão
(PROJETISTA - CREA MG


BIBLIOGRAFIA: 

TELLES, Pedro Carlos da Silva. Tubulacoes Industriais : Materiais, Projeto, Montagem, Rio de Janeiro, Livros Tecnicos e Cientificos, 9ed., 1997, 252p.

MACINTYRE, J. Ventilação Industrial e Controle de Poluição, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 403p.



terça-feira, 2 de agosto de 2011

BIODIGESTORES

Uma tecnologia acessível

      O biodigestor é uma tecnologia viável para todos os tamanhos de produtores, uma vez que proporciona outros ganhos, além da questão ambiental e atualmente, o biodigestor é uma estratégia cada vez mais utilizada no campo, para todo perfil de produtor, para as pequenas propriedades, há biodigestores do tipo lacrado, onde não é necessário a parte civil e sistemas de fixação complexas. Para esse, a fixação é feita apenas ancorada no solo. 
     Para esses projetos menores não é necessário o sistema de recirculação com bomba, reduzindo o custo de implantação dos biodigestores para pequenas propriedades, podendo serem utilizados em propriedades dos mais variados tamanhos.

O custo total do biodigestor leva em conta alguns aspectos, que são eles: 

 - o custo do próprio biodigestor, 
 - o custo de equipamentos e acessórios (válvula de segurança, tubulações, etc), 
-  o custo de escavação e construção civil (nos projetos maiores).

     A principal vantagem do tratamento do dejeto através de biodigestores é que se pode agregar valor econômico devido a geração de subprodutos, como biofertilizante, adubo (compostagem dos resíduos sólidos) e biogás para geração de energia elétrica ou energia térmica, preservação ambiental através da diminuição de gases do efeito estufa, e com o manejo adequado dos dejetos evitando ainda a proliferação de moscas e de doenças relacionadas à contaminação orgânica e eliminação de odores indesejáveis.

Para decidir pela implantação de um biodigestor, o produtor deve ficar atento a alguns detalhes:

- Visita técnica para a elaboração de um diagnóstico. (feito individualmente para cada propriedade).
- Verificar o real objetivo para a utilização do biodigestor: problemas ambientais, geração de energia, aproveitamento do biofertilizante. 

Obs: Para cada objetivo é realizado um escopo de projeto.

  - Verificar o tipo de criação, o tipo de alimentação, manejo (quantidade de água utilizada para limpeza), uso de desinfetantes, disponibilidade de local, avaliação do solo para instalação do biodigestor, entre outros itens.
 
 Apenas para entender o processo!

Os biodigestores produzem gás combustível e biofertilizante, resolvendo ao mesmo tempo enormes problemas de resíduos sólidos pelo processamento de lixo, resíduos das criações, esgotos e outros.

O biofertilizante é um substituto vantajoso para os adubos e defensivos industriais, .
A Embrapa, em seu Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo (CNPMS) em Sete /lagoas, MG, fez as experiências oficiais mais notáveis sobre o fertilizante que sai dos biodigestores e comprovaram que o uso do biofertilizante conjugado á adubação química, a produtividade do milho foi triplicada, e viu-se que o solo tratado com o resíduo do biodigestor perdeu todo o alumínio tóxico provocado pela alta acidez.
 
Tudo começa com o processamento das varreduras e sobras, etc.

O material todo é triturado, produzindo a biomassa que será introduzida no biodigestor, a “sopa”, como a ração é chamada é carregada diretamente juntamente com água para o biodigestor, uma construção de concreto capaz de receber 1.400 metros cúbicos de biomassa.

O resultado é riquíssimo: 1.203 metros cúbicos diários de gás metano, 3 toneladas de biofertilizante e 500 quilos de CO2 ( o gás utilizado para encher os extintores ) .

Por enquanto o CO2 poderá ser simplesmente “lavado” e jogado no ar, mas o próximo passo será engarrafá-lo e fornecê-lo á indústrias de extintores, com uma renda nada desprezível.

O gás metano e o CO2 são produtos muito valiosos, mas é a caixa de descarga de biomassa que recebe o produto mais nobre dos biodigestores: o biofertilizante. Ele contém os nutrientes com que o engenho foi alimentado - sais minerais, por exemplo, e outros, resultantes principalmente da decomposição que se procedeu nos restos vegetais e animais que formavam a matéria-prima.

É o caso das enzimas, aminoácidos e vitaminas, que têm extraordinário significado na saúde, desenvolvimento e produtividade das culturas. A formação dessas substâncias decorre do ciclo de fermentação anaeróbia, isto é, promovida por bactérias que não utilizam oxigênio.

Esse tipo de fermentação tem características próprias, uma das quais é a preservação do nitrogênio, que se perderia quase todo se a decomposição fosse ao ar livre, como nas compostagens.

Nas compostagens se perde quase todo o nitrogênio!
  
Do ponto de vista energético, biomassa é toda matéria orgânica (de origem animal ou vegetal) que pode ser utilizada na produção de energia.

Assim como a energia hidráulica e outras fontes renováveis, a biomassa é uma forma indireta de energia solar. A energia solar é convertida em energia química, através da fotossíntese, base dos processos biológicos de todos os seres vivos. Uma das principais vantagens da biomassa é que, embora de eficiência reduzida, seu aproveitamento pode ser feito diretamente, através da combustão em fornos, caldeiras, etc.

Atualmente, a biomassa vem sendo mais utilizada na geração de eletricidade, principalmente em sistemas de co-geração e no suprimento de eletricidade de comunidades isoladas da rede elétrica.

Tecnologias de Aproveitamento:

 O aproveitamento da biomassa pode ser feito através da combustão direta (com ou sem processos físicos de secagem, classificação, compressão, corte/quebra etc.), processos termoquímicos (gaseificação, pirólise, liquefação e transesterificação) ou processos biológicos (digestão anaeróbia e fermentação).
 
Importantíssimo, também para a qualidade do produto final, como adubo, é que o biofertilizante que sai do biodigestor contém humos e a fermentação anaeróbia promove ainda a purificação do produto.

O processo de biodigestão, quando completo, mata todas as bactérias, inclusive as que as que provocam a fermentação, gerando um produto inerte e inofensivo ás plantas, ao homem e aos animais.

No interior de um biodigestor a vida tem ciclo muito mais rápido, os restos se decompõem muito mais velozmente.Tanto que algumas formas de vida , a mosca por exemplo não conseguem acompanhar essa correria, porque os ovos, que numa compostagem (aeróbia) eventualmente eclodiriam, multiplicando as moscas, morrem antes mesmo da primeira transformação.

As bactérias metanogênicas, que digerem a massa orgânica o gás metano, além do CO2 do biofertilizante e de outras substâncias menos importantes , têm duas condições essenciais de sobrevivência : a ausência de oxigênio e a temperatura ,que pode variar, no máximo, entre 10 e 36 graus ( ideal entre 25 e 30 graus ).

No Brasil a não ser em situações de muito frio, na região sul, os detritos e restos vegetais têm sempre temperaturas aceitáveis, desde que haja o cuidado de alimentar o biodigestor depois das horas quentes do dia.

Isso também obriga a um controle rigoroso da água, que entra em cerca de 90% da mistura com os restos que alimentam o biodigestor.

Um golpe de frio no interior da câmara de fermentação pode causar um grave distúrbio , capaz de “entupir” de tal forma o biodigestor que será preciso abri-lo e retirar todo o conteúdo das câmeras para iniciar novamente o processo. Desse processo , aliás , depende o tempo de digestão da matéria orgânica.

Os meios ácidos – a massa orgânica com pH muito baixo – também impede a proliferação e o crescimento dessas bactérias que são o grande segredo da biodigestão.

A qualidade mais notável do biofertilizante é a sua pureza – a forma inerte na qual ele sai do biodigestor, pronto para ser aplicado nas plantas.

Para qualquer utilização, ele precisa sair do biodigestor completamente maduro.

Para isso, é preciso observar um prazo que varia de acordo com o tipo de biodigestor, o material que se coloca nele e a temperatura desse material.



Os estercos em geral por serem provenientes dos intestinos dos animais um meio anaeróbio ( sem oxigênio ), vem carregados de bactérias metanogênicas.

É por isso que os técnicos recomendam que eles sejam depositados no biodigestor o mais frescos possível, que sejam mantidos dentre dele até o seu completo processamento, com outros restos vegetais.

Em nosso clima esse processamento leva cerca de 1 mês , mas a melhor forma de saber quando a massa esta completamente curada é o cheiro – desaparece completamente o mau odor do esterco.
 
O ciclo da biodigestão é semelhante nos dois modelos: coloca-se no tanque de carregamento, construído num nível um pouco superior ao de descarga, a mistura de esterco, restos vegetais e água.

Essa mistura vai para o fundo da câmara de digestão onde sofre o trabalho das bactérias anaeróbias – estas, ao mesmo tempo em que curam a massa orgânica produzem o gás metano, carregado de CO2 e outros elementos, em menor quantidade.

Cada vez que o biodigestor recebe uma carga, uma quantidade igual de massa orgânica já digerida, passa para a câmara seguinte, empurrando, por sua vez, para caixa de descarga, a quantidade equivalente do resíduo que estiver na parte superior da segunda câmara.
 
É esse resíduo, quando completamente tratada – coisa que depende da qualidade da massa orgânica usada, da estabilidade da temperatura interna e do tempo que passou no biodigestor – que se chama biofertilizante, o rico adubo composto por 5% de sólidos pastosos e 95% de liquido e que poderá ser usado na fertilização de qualquer cultura.
   
Cuidados para o funcionamento correto do Biodigestor

O funcionamento e eficácia do Biodigestor dependem de cuidados simples, mas importantíssimos.

Eis os principais:

1- O biodigestor precisa ser completamente vedado para que em seu interior se criem condições propícias ao crescimento e proliferação de bactérias anaeróbias ou metanogênicas.

2- O material empregado como “combustível”, com o qual se alimenta o Biodigestor, não pode ter sofrido fermentação aeróbia. Quer dizer, se o estrume e os restos vegetais ou animais que já passaram por uma compostagem, natural ou
introduzida, não produzirão gás metano.

3- Os químicos e tóxicos matam as bactérias anaeróbias e metanogênicas e impedem a biodigestão. Assim não podem ser usados nos Biodigestores estercos e restos carregados de creolina, soda cáustica, gasolina, óleos minerais etc...

4- A temperatura do material colocado dentro do Biodigestor deve estar entre 25 e 30 graus centígrados. Para isto basta não usar água muito geladas ou de fontes muito frias como minas e poços, e carregar o engenho sempre durante as horas mais quentes do dia.

5- O gás metano produzido e estocado dentro dos Biodigestores, é tão inflamável quanto o gás de cozinha comum. Por isso, o local dos Biodigestores deve ser cercado e quem estiver trabalhando com eles não deve fumar, acender fósforos, fogo, faíscas enfim nenhum tipo de fogo ou calor excessivo próximo a campânula do mesmo.

Biomassa, o alimento dos biodigestores!

Chama-se biomassa todo material que se decompõe biologicamente, ou sob a ação de diferentes tipos de bactérias.

Restos animais e vegetais que podem ser trabalhados por bactérias metanogênicas (anaeróbias) são biomassa capaz de fornecer biogás, em maior ou menor quantidade, de acordo com suas características.

Os dejetos animais são o melhor alimento para os biodigestores pelo fato de já saírem dos intestinos dos animais carregados de bactérias metanogênicas.
  
Cada metro cúbico de biogás contém entre 50% e 55% de gás metano puro, que pode ser comparado aos combustíveis mais conhecidos pela seguinte relação:

Saiba mais: engenharia@engesv.com.br

                www.engesv.com.br                 

domingo, 5 de junho de 2011

Mensagem: Deus cuida de você...

Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir ; eu o aconselharei e cuidarei de você (Sl 32.8)

segunda-feira, 14 de março de 2011

O Que é Biodiesel?

O Que é Biodiesel?



O biodiesel é um combustível para ser utilizado nos carros ou caminhões, feito a partir das plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal).


Atualmente o biodiesel vendido nos postos pelo Brasil possui 5% de biodiesel e 95% de diesel (B5). O biodiesel só pode ser usado em motores a diesel, portanto este combustível é um substituto do diesel.

Para se produzir biodiesel, o óleo retirado das plantas é misturado com álcool (ou metanol) e depois estimulado por um catalisador. O catalisador é um produto usado para provocar uma reação química entre o óleo e o álcool. Depois o óleo é separado da glicerina (usada na fabricação de sabonetes) e filtrado.

Existem muitas espécies vegetais no Brasil que podem ser usadas na produção do biodiesel, como o óleo de girassol, de amendoim, de mamona, de soja, entre outros.

Para que você entenda melhor esse processo, veja como funciona:
As mistura entre o biodiesel e o diesel mineral é conhecida pela letra B, mais o número que corresponde a quantidade de biodiesel na mistura. Por exemplo, se uma mistura tem 5% de biodiesel, é chamada B5, se tem 20% de biodiesel, é B20.

A utilização do biodiesel puro ainda está sendo testada, se for usado só biodiesel (100%) sem misturar com o diesel mineral, vai se chamar B100.

Definição Geral:

Combustível natural usado em motores diesel, produzido através de fontes renováveis, que atende as especificações da ANP.

Definição Geral estendida:

Combustível renovável derivado de óleos vegetais, como girassol, mamona, soja, babaçu e demais oleaginosas, ou de gorduras animais, usado em motores a diesel, em qualquer concentração de mistura com o diesel. Produzido através de um processo químico que remove a glicerina do óleo.

Definição Técnica:

Combustível composto de mono-alquilésteres de ácidos graxos de cadeia longa, derivados de óleos vegetais ou de gorduras animais e designado B100.

Definição da legislação brasileira:

Biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil.
 
Biodiesel é o nome de um combustível alternativo de queima limpa, produzido de recursos domésticos, renováveis. O Biodiesel não contem petróleo, mas pode ser adicionado a ele formando uma mistura. Pode ser usado em um motor de ignição a compressão (diesel) sem necessidade de modificação. O Biodiesel é simples de ser usado, biodegradável, não tóxico e essencialmente livre de compostos sulfurados e aromáticos. 

O Biodiesel é fabricado através de um processo químico chamado transesterificação onde a glicerina é separada da gordura ou do óleo vegetal. O processo gera dois produtos, ésteres ( o nome químico do biodiesel) e glicerina (produto valorizado no mercado de sabões).
O biodiesel de qualidade deve ser produzido seguindo especificações industrias restritas, a nível internacional tem-se a ASTM D6751. Nos EUA, o biodiesel é o único combustível alternativo a obter completa aprovação no Clean Air Act de 1990 e autorizado pela Agência Ambiental Americana (EPA) para venda e distribuição. Os óleos vegetais puros não estão autorizados a serem utilizados como óleo combustível.
O biodiesel pode ser usado puro ou em mistura com o óleo diesel em qualquer proporção. Tem aplicação singular quando em mistura com o óleo diesel de ultrabaixo teor de enxofre, porque confere a este, melhores características de lubricidade. É visto como uma alternativa excelente o uso dos ésteres em adição de 5 a 8% para reconstituir essa lubricidade.
Mundialmente passou-se a adotar uma nomenclatura bastante apropriada para identificar a concentração do Biodiesel na mistura. É o Biodiesel BXX, onde XX é a percentagem em volume do Biodiesel à mistura. Por exemplo, o B2, B5, B20 e B100 são combustíveis com uma concentração de 2%, 5%, 20% e 100% de Biodiesel, respectivamente.
A experiência de utilização do biodiesel no mercado de combustíveis tem se dado em quatro níveis de concentração:
· Puro (B100)
· Misturas (B20 – B30)
· Aditivo (B5)
· Aditivo de lubricidade (B2)
As misturas em proporções volumétricas entre 5% e 20% são as mais usuais, sendo que para a mistura B5, não é necessário nenhuma adaptação dos motores.
O biodiesel é perfeitamente miscível e físico quimicamente semelhante ao óleo diesel mineral, podendo ser usado em motores do ciclo diesel sem a necessidade de significantes ou onerosas adaptações.
Por ser biodegradável, não-tóxico e praticamente livre de enxofre e aromáticos, é considerado um combustível ecológico.
Como se trata de uma energia limpa, não poluente, o seu uso num motor diesel convencional resulta, quando comparado com a queima do diesel mineral, numa redução substancial de monóxido de carbono e de hidrocarbonetos não queimados 

O ABC dos biocombustíveis 

Glossário



O ABC dos Biocombustíveis

Com toda a conversa sobre biocombustíveis por aí, as coisas podem ficar um pouco confusas. Por isso, nós preparamos este glossário prático de referência.

Balanço energético: A diferença entre a energia produzida por um combustível e a energia exigida para obtê-lo por processos agrícolas, plantio, refino, e transporte.

Biodiesel: Um combustível derivado de fontes biológicas que pode ser usado em motores diesel ao invés do diesel derivado de petróleo. Pelo processo de transesterificação, os triglicérides dos óleos vegetais são separados da glicerina, criando um combustível renovável de queima limpa.

Biocombustível: Todos os combustíveis produzidos de fontes biológicas renováveis. Álcool (ou etanol), biomassa e biodiesel são biocombustíveis. Os biocombustíveis são feitos de milho, soja, linhaça, pinhão-manso, mamona, cana-de-açúcar, óleo de palma, esgoto, restos de comida, dejetos animais e arroz, mas não são limitados a apenas essas fontes.

Biomassa: Material vegetal como madeira, grãos, dejeto agrícola, e vegetação, que pode ser usado como fonte de energia.

Biomassa para líquido (BPL): O processo de converter biomassa em combustíveis líquidos.

Butanol: Embora geralmente produzido de combustíveis fósseis, este álcool de quatro carbonos também pode ser produzido por fermentação bacteriana de álcool.

Combustível diesel: Um destilado de óleo combustível historicamente derivado de petróleo para uso em motores de combustão interna. Também pode ser derivado de plantas e fontes animais (biodiesel).

Combustível fóssil: Um combustível derivado dos restos de vida orgânica na Terra, geralmente é considerado não-renovável. O uso destes combustíveis contribui para a poluição e é amplamente considerado um fator na mudança de clima global.

Diesel, Rudolph: Inventor alemão famoso por criar o motor diesel que fez sua estréia na Feira Mundial de 1900. Ele pretendia inicialmente que o motor funcionasse com combustíveis vegetais, com a esperança que os fazendeiros poderiam cultivar suas próprias fontes de combustível.

E85: Uma mistura de álcool que contém 85% de etanol e 15% de gasolina por volume, é o combustível alternativo mais usado nos EUA.

Emissões: Substâncias expelidas no ar durante a combustão, por exemplo, tudo aquilo que sai do seu carro.

Emissões de particulado: Partículas minúsculas de um sólido ou líquido, suspensas em um gás, ou as partículas finas de fuligem carbonada e outras moléculas orgânicas expelidas no ar durante a combustão.

Etanol: Um combustível produzido da fermentação de açúcares em carboidratos, derivados de cana-de-açucar, milho e grãos, madeira, ou dejetos animais. Tem um odor perfumado e é igual ao componente intoxicante de bebidas alcoólicas.

Gás carbônico (CO2): Um produto de combustão que age como um gás do efeito estufa na atmosfera da Terra, acumulando calor e contribuindo para a mudança do clima.

Glicerina: Co-produto do biodiesel, resultante do processo de transesterificação.

Metanol: Um combustível tipicamente derivado de gás natural, mas que pode ser produzido da fermentação de açúcares em biomassa.

Monóxido de carbono (CO): Um gás letal produzido por combustão incompleta de combustíveis que contêm carbono em motores de combustão interna. É incolor, inodoro, e insípido.

Motor diesel: Batizado com o nome do engenheiro alemão Rudolph Diesel, este motor de combustão interna e ignição por compressão funciona aquecendo combustíveis e os fazendo entrar em ignição. Pode usar diesel ou biocombustível.

Motor de injeção direta: Um motor diesel no qual o combustível é injetado diretamente no cilindro. A maioria dos modelos mais novos é de "injeção direta turbo".

Motor de injeção indireta: Um modelo mais antigo de motor diesel no qual o combustível é injetado em uma pré-câmara, em parte carburado, e então enviado para a câmara de injeção de combustível.

Motor diesel Modificado / inalterado: Motores diesel tradicionais devem ser modificados para aquecer o óleo antes de alcançar o injetor de combustível para trabalhar com óleo vegetal puro. Modificado, qualquer motor diesel pode funcionar com óleo vegetal. Sem modificação, o óleo deve ser convertido primeiro em biodiesel.
 
Matéria-prima: A biomassa usada na criação de um biocombustível particular (por exemplo, milho ou cana-de-açúcar para etanol, soja ou pinhão-manso para biodiesel).

Gaseificação: Um processo químico ou calorífico utilizado para converter material carbonado -- carvão, petróleo, biomassa -- em seus componentes gasosos, monóxido de carbono e hidrogênio.

Gás para líquido (GPL): O processo de refino de gás natural e outros hidrocarbonetos em hidrocarbonetos de cadeia longa que podem ser usados para converter produtos gasosos em combustíveis.

Organismo geneticamente modificado (OGM): Um organismo cujo material genético foi modificado por tecnologia recombinante de DNA, alterando o fenótipo do organismo para cumprir especificações desejadas.

Ponto de gel: O ponto no qual um combustível líquido esfria até a consistência de geléia de petróleo.

Hidrocarboneto: Uma combinação química que contém uma estrutura de carbono com átomos de hidrogênio ligados àquela estrutura. O que nós nos referimos como petróleo é realmente hidrocarboneto líquido, extraído geologicamente, e hidrocarboneto geológico gasoso é o que nós conhecemos como gás natural.

Óxidos de nitrogênio: Produtos de combustão que contribui para a formação de fumaça e ozônio.

Óleo vegetal descartado: Óleo da frigideira mais próxima que é filtrado (porque pedaços de batatas e peixes não lubrificam tanto as câmaras) e usado em motores diesel modificados, ou convertido em biodiesel pelo processo de transesterificação e usado em qualquer carro diesel.

Óleo vegetal natural (OVN): Qualquer óleo vegetal que não foi otimizado pelo processo de transesterificação. Para usar este tipo de óleo vegetal em seu veículo diesel é necessário uma modificação do motor para aquecer o óleo antes de alcançar o injetor de combustível -- caso contrário, o óleo vegetal gruda com tempo frio. Basicamente, com seu veículo modificado, você poderia pegar uma garrafa de óleo de soja da mercearia, colocar no tanque, e sair por aí.

Selo combustível social: Conjunto de medidas específicas para estimular a inclusão social na agricultura. Onde as empresas produtoras de biodiesel devem comprar uma porcentagem de matéria-prima de agricultores familiares para terem direito a participarem dos leilões e conseguirem redução nos impostos.

Transesterificação: O processo químico no qual um álcool reage com os triglicérides no óleo vegetal ou gorduras animais, separando a glicerina e produzindo biodiesel.

Veículo flex-fuel: Um veículo que pode funcionar alternadamente com duas ou mais fontes de combustível. Isto inclui carros capazes de funcionar com gasolina e misturas de gasolina / etanol, assim como carros que podem funcionar com gasolina e gás natural.

Viscosidade: A capacidade de um líquido fluir. Quanto mais alta a viscosidade, mais lento os fluxos líquidos.


quinta-feira, 3 de março de 2011

Fornalhas em Secadores Cascata

 

Para a realização do processo de secagem artificial quase sempre é necessário aumentar o potencial de secagem do ar.  E isto é feito com o aumento da temperatura do ar. Para tanto, geralmente são empregadas as fornalhas. 

As fornalhas devem ser dimensionadas para garantir a combustão completa dos combustíveis que são classificados em: (1) sólidos – lenha e carvão; (2) gasosos – gás natural e gás liquefeito de petróleo - GLP; e (3) líquidos – fuel oil, gasolina e óleo diesel. 

Em função do tipo de combustível as fornalhas são tipificadas em: (i) fornalhas para combustíveis sólidos, (ii) fornalhas para combustíveis sólidos pulverizados, (iii) fornalhas para combustíveis líquidos e (iv) fornalhas para combustíveis gasosos. 

Uma das características importantes dos combustíveis é o poder calorífico. Esta medida corresponde à quantidade de energia calorífica liberada na combustão, sendo expressa em quilocalorias liberadas por quilo do combustível queimado. Conforme mostrado na Tabela 1, por exemplo, ao ser queimado um quilo pinho são liberadas 3.300 quilocalorias. 

Tabela 1 – Poder calorífico de alguns combustíveis

Combustível Poder Calorífico (k Calorias / kg)
Cabreúna 4.115
Canelinha 4.010
Eucalipto 2.800 – 3.340
Figueira 3.390
Ipê 4.020
Jacarandá 3.780
Pinho 3.300
Óleo diesel 10.300
Gasolina 11.000
Álcool 6.214
Gás GLP 11.000
Fuel Oil 9.600
Carvão 4.400

Fonte: WEBER (2001)
 
Devido ao baixo custo de aquisição, a lenha é o combustível mais utilizado na secagem de grãos no Brasil. E esta, quando totalmente seca, 0% de umidade, possui a seguinte composição química: (i) 49% de carbono, (ii) 6% de hidrogênio, (iii) 38% de oxigênio e (iv) 2% de minerais - que é a porção convertida em cinzas. 

No entanto, quando cortada, a lenha possui teor de umidade entre 40 a 55% e quando seca ao ar apresenta teores entre 20 a 25%. É certo afirmar que quanto menor é o teor de umidade da lenha, maior é o poder calorífico. 

As principais vantagens do uso da lenha são: (i) menor custo por tonelada na produção de energia, isto no Brasil; (ii) emprego de mão-de-obra não qualificada, o que promove a fixação do homem no campo; (iii) fácil armazenagem a céu aberto; e (iv) a geração de baixos teores de cinza e enxofre. Além disto, é um combustível renovável.

 As principias desvantagens são: (i) exigências ambientais que fazem requerer o uso racional, sendo então, necessário o planejamento do cultivo e exploração; (ii) fornecimento irregular; (iii) baixo poder calorífico; e (iv) difícil automatização das fornalhas.


Prof. Luís César da Silva – email: silvalc@cca.ufes.br                                               
UFES – Universidade Federal do Espírito Santo 7
Departamento de Engenharia Rural
Boletim Técnico: AG: 05/05 em 29/03/2005 

Referências

BROOKER, D. B., BAKKER ARKEMA, F. W., HALL, C. W. Drying Cereal Grains. The Avi Publishing
Company, Inc. Westport: Connecticut. 1974. 256 p.

ANDRADE, E. B., SASSERON, J. L., OLIVEIRA-FILHO, D. Princípios  Sobre Combustíveis,
Combustão e Fornalhas.  [Notas de Aula]. Viçosa: CENTREINAR. 1986. 

SILVA, J. S. [editor] Pré-Processamento de Produtos Agrícolas. Instituto Maria. Juiz de Fora. 1995.
509 p.

WEBER, E. A. Armazenagem Agrícola. Editora. Livraria e Editora Agropecuária, Guaíba: RS. 2001.
396 p. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Rede de dutos em cozinhas industriais

A velocidade mínima nos dutos de exaustão deve ser de 7,5 m/s. A velocidade máxima deve ser estabelecida, considerando-se parâmetros de níveis de ruído, limitações de espaço e conservação de energia.
A rede de dutos de exaustão deve ser projetada minimizando o seu desenvolvimento em direção ao ponto de
descarga, reduzindo o seu percurso no interior da edificação.
Devem ser mantidos afastamentos mínimos de outras instalações, de forma a possibilitar acesso para adequada manutenção e limpeza dos dutos.
Os dutos devem ser fabricados com chapa de aço-carbono com no mínimo 1,37 mm de espessura (número
16 MSG) ou aço inoxidável com no mínimo 1,09 mm de espessura (número 18 MSG). Outros materiais são permitidos, desde que proporcionem resistência mecânica ao fogo e à corrosão, estanqueidade e rugosidade interna equivalentes aos dutos de aço, e estejam em conformidade.
As redes de dutos que atendam efluentes da cocção que contenham concentração desprezível de vapores com partículas de gordura (para equipamentos de cocção leve) podem ser fabricadas conforme espessura especificada na NBR 6401.
Todas as juntas longitudinais e as seções transversais devem ser soldadas e totalmente estanques a vazamentos de líquidos. As conexões do duto com captores e equipamentos, bem como as seções transversais de dutos, também poderão ser executadas através de flanges soldados aos dutos, utilizando-se junta de vedação estanque e com material não combustível. Os flanges devem ter espessura mínima igual ao do duto e as junções devem permanecer aparentes, permitindo a imediata detecção e eliminação de vazamentos.
As redes de dutos que atendam efluentes da cocção que contenham concentração desprezível de vapores com partículas de gordura podem ter suas juntas transversais e longitudinais fabricadas com chavetas de fechamento por encaixe.
A sustentação dos dutos deve ser feita por perfilados metálicos dimensionados para atender às necessidades estruturais e da operação de limpeza nos mesmos.
Os dutos, suportes e acessórios fabricados em aço-carbono podem ser galvanizados ou pintados com tinta autoextinguível, a exemplo da tinta alumínio com teor de sólidos superior a 25%.
Os dutos devem ser fabricados sem veias direcionais internas e de preferência com curvas de raio longo. Caso seja necessária a regulagem de vazão do captor, podem ser utilizados registros de regulagem no colarinho da mesma.
Sempre que possível, os dutos devem ser montados de modo a manter declividade no sentido dos captores, de forma a facilitar a operação de limpeza dos mesmos. Devem ser evitadas depressões que favoreçam o acúmulo de gordura.
O ponto inferior de depressões e de trechos de dutos verticais ou quaisquer outros pontos de acúmulo de gordura devem ser providos de drenos tamponados para recolhimento da mesma, com facilidade de acesso para limpeza que garanta estanqueidade e resistência ao fogo no mínimo iguais às do duto.

Portas de inspeção

Os dutos devem ser providos de carretéis e de portas de inspeção com espaçamentos e dimensões capazes de permitir a inspeção e uma completa limpeza interna do duto. Utilizar carretéis com comprimento mínimo de 0,60 m e portas de inspeção com dimensões mínimas de 0,30 m x 0,60 m. O espaçamento entre os carretéis e/ou portas de inspeção deve ser menor ou igual a 4 m. O acesso às portas de inspeção e carretéis deve ser mantido permanentemente desobstruído.
As portas de inspeção devem ser instaladas nas laterais ou na superfície superior do duto, onde for mais facilmente acessível, devendo a sua borda inferior distar no mínimo 40 mm de todas as bordas externas do duto ou das conexões.
As portas de inspeção devem ser construídas com material de especificação idêntica à do duto, sendo providas de juntas de vedação estanques e com material não combustível. As ferragens das portas, tais como trincos, parafusos, porcas, etc., devem ser fabricadas em aço-carbono ou aço inoxidável e não devem perfurar as paredes do duto.
O posicionamento dos carretéis ao longo dos dutos deve permitir a instalação e a retirada dos parafusos utilizados na fixação dos flanges, sendo vedado o uso de rebites e parafusos auto-ataraxantes.
Para captores dotados de dispositivos de regulagem que não sejam acessíveis pelo seu lado aberto, deve ser
providenciada uma porta de inspeção no duto, instalada a uma distância que permita sua limpeza.

Fonte: NBR 14518:2000